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6 de Novembro de 2014

Entenda a importância do novembro azul

A próstata é uma glândula sexual acessória localizada entre a bexiga e o pênis. Em condições normais é pequena, do tamanho aproximado de uma noz com peso médio entre 20 e 25gr. Tem a função de produzir a secreção prostática, um meio de transporte líquido adequado à condução dos espermatozoides e, portanto, imprescindível à reprodução humana.

Com o avançar da idade, há uma tendência natural ao crescimento prostático bem como o surgimento de doenças. Homens a partir de 40 anos (especialmente aqueles que têm história familiar de câncer de próstata) ou após 45 anos (independente da história familiar) devem se submeter ao exame digital da próstata (toque retal). Trata-se de um exame que deve ser indolor ou de pouco incômodo ao paciente. Ao exame, o médico percebe aproximadamente 60% da superfície da próstata sendo que, cerca de 70 % dos tumores prostáticos se localizam nesta área podendo ser perceptíveis ao toque.

Existem diferentes posições para se realizar o exame do toque retal como: 1) paciente em decúbito dorsal (barriga para cima) com os membros inferiores flexionados (joelhos dobrados), 2)em decúbito lateral ou ainda na posição genupeitoral (tórax e joelhos apoiados sobre a cama ou maca de exame) ou 3) Em pé, inclinado e apoiando os cotovelos sobre a mesa de exame. A escolha da posição depende da preferência do médico examinador e de eventuais limitações físicas do paciente. O exame se inicia por inspeção (observação) da região anal, onde podem ser encontradas hemorroidas, verrugas, fissuras, fístulas ou mesmo tumores. Após a lubrificação, o dedo indicador deve ser introduzido cuidadosamente para no início poder avaliar o tônus do esfíncter anal, que pode refletir alterações similares no esfíncter urinário. Em doenças neurológicas, essa etapa do exame é de fundamental importância. A superfície posterior da próstata deve ser examinada em sua totalidade. Seus limites devem ser notados, assim como seu tamanho. Com a experiência acumulada, o médico pode calcular com razoável precisão o volume prostático.

A hiperplasia prostática (crescimento benigno da próstata), as prostatites e o câncer de próstata representam as principais doenças que acometem este órgão. No caso de hiperplasia, a próstata encontra-se aumentada, mas, habitualmente mantém consistência normal (fibroelástica) e sem tumorações ou endurecimento. A prostatite é uma infecção da próstata e no quadro agudo (prostatite aguda) pode ocorrer dor perineal (no homem compreende a região entre a bolsa escrotal e o ânus), febre, dor, ardor e dificuldade miccional. Em relação ao câncer prostático é o tipo mais comum e o segundo em mortalidade no sexo masculino. No Brasil estima-se 52.350 novos casos e pode ser perceptível ao toque retal como um nódulo duro em um dos lobos ou em caso de progressão, endurecimento de todo um lobo e envolvimento difuso da próstata. É importante ressaltar que o câncer também pode estar presente em pacientes com exame de toque retal sem alterações (o que acontece em torno de 15% a 25% dos casos). Nestes casos, o diagnóstico pode ser suspeitado por elevação do PSA ou mesmo descoberto incidentalmente (casualmente) pelo exame de biópsia (anatomopatológico) após ressecção endoscópica da próstata (cirurgia em que se faz um raspado da porção interna da próstata pelo canal da uretra e estes fragmentos que foram retirados são enviados para exame histológico).

Concluindo: o toque retal é importante para avaliar e diagnosticar doenças anorretais e da próstata.

Lembrar:

Além das alterações da próstata, através do toque retal podem ser diagnosticadas outras doenças como câncer do canal anal, hemorroidas, fissuras perianais, condilomas e etc.

Para qualquer valor de PSA (antígeno prostático específico) pode haver uma doença prostática (benigna ou maligna), ou seja, somente o exame de sangue não exclui a necessidade do toque retal.

O controle anual da saúde prostática é o meio mais fácil e seguro de se diagnosticar doenças do reto, ânus e próstata em fase inicial e por consequência oferecendo maior probabilidade de cura.

Fonte: Clínica Oncológica


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