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11 de Maio de 2018

Saúde da mulher: dicas e cuidados na higiene íntima feminina

A higiene íntima feminina (HIF) é um ato que não pretende esterilizar a genitália nem tampouco tratar infecções. O assunto é deveras debatido, de modo que a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia editou e publicou um manual sobre o tema, em 2009. 

Em meio a evolução das suas atividades, muitas horas de trabalho e ações sociais intensas, a mulher, no decorrer dos tempos, passou a ter maior necessidade de se sentir protegida dos efeitos da descamação das células vulvares, da proliferação bacteriana, da perspiração da pele vulvoperineal e da descarga vaginal. Portanto, a higiene tornou-se imprescindível para o seu conforto e saúde.

É considerada como higiene um conjunto de ações que visam remover o excesso de resíduos e de micro-organismos da área genital feminina, com o objetivo de promover o bem-estar, conforto e prevenir infecções.  A genitália feminina é constituída de três compartimentos assim descritos: a) compartimento interno – representado pela cérvice e canal vaginal; b) compartimento intermediário – constituído pelas faces internas dos lábios internos, vestíbulo e membrana himenal; c) compartimento externo: face externa dos lábios internos, lábios externos, períneo e região perianal. 


A HGF deve ser efetuada no compartimento externo e intermediário, usando água corrente em temperatura agradável à pele ou fria. Depois de se certificar que removeu todo o sabonete, a área genital deve ser seca em todas as suas dobras, com toalhas limpas e secas para evitar a proliferação de microorganismos.  Uma secagem incorreta também pode originar irritação e maus odores. Evite o uso de papel higiênico.  A higiene íntima deve ser realizada de uma a três vezes por dia, em clima quente ou em mulheres com grande transpiração, e pelo menos uma vez por dia, em clima frio e em mulheres com pouca atividade física. Esse procedimento deve ter duração de dois a três minutos para evitar trauma e/ou ressecamento.


Os produtos a serem usado para a realização da higiene íntima devem ser hipoalergênicos e de detergência leve, com pH que pode variar entre 4,2 a 5,6.

A depilação ou aparação dos pelos púbicos é importante pois, eles tendem a acumular secreções. A depilação da região genitoanal deve ser realizada conforme a sensibilidade de cada paciente.


Recomenda-se o uso de roupa íntima de algodão,  visto que as fibras sintéticas favorecem o desenvolvimento de fungos e bactérias na região genital. Evite o uso frequente de peças de roupa muito apertadas nessa região e calcinha fio dental. 


No período menstrual, os hábitos de higiene íntima devem ser reforçados. Sugere-se que  a mulher tenha o cuidado de mudar o absorvente externo em um período de 2 a 4 horas e não usar o absorvente interno por mais de 8 horas seguidas.


Para as relações sexuais a HIF deve ser realizada antes e depois do sexo, de forma a melhorar o aspecto dessa região, evitar a proliferação de bactérias, contração de doenças e libertação de maus odores, que podem originar um momento constrangedor com o parceiro durante o ato sexual. Depois do contato íntimo, é importante que seja feita sempre uma boa higiene íntima. Logo após a relação sexual, deve-se tentar urinar para evitar o surgimento de infecções urinárias e logo, em seguida, lavar abundantemente a região íntima com água e apenas um pouco de sabonete íntimo.  Trocar de calcinha ou de protetor diário.


Se a mulher tem o hábito de usar lubrificantes, deve evitar os que são à base de óleo ou de silicone, pois não saem facilmente com água, o que pode prejudicar a flora vaginal dificultando a higiene íntima, promovendo a proliferação de fungos e de outros micro-organismos.


Um cuidado importante consiste em trocar diariamente o protetor diário, e em casos de corrimento abundante este deve ser trocado mais de uma vez ao dia, devendo sempre ter atenção à quantidade, cor e cheiro do corrimento para informar ao ginecologista. Além disso, sempre que notar alguma alteração na vagina, como um cheiro diferente, corrimento amarelo ou esverdeado, coceira ou ardor, recomenda-se ir no ginecologista, pois esses podem ser sinais de doenças.


Considera-se medidas de higiene genital: 

- lavar a área genital;

- remover a umidade excessiva da área genital;

- usar produtos específicos de higiene íntima;

- usar absorvente no período menstrual;

- usar absorvente íntimo “respirável” no período intermenstrual, apenas  em mulheres com excessiva transpiração e perdas urinárias;

- cuidar do tamanho e da disposição dos pelos pubianos e genitais (depilação).

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