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25 de Junho de 2015

Segundo especialista 'estamos usando remédios demais'

Além do perigo cada vez maior do auto medicamento, cada vez mais estamos nos tornando uma população consome remédios demais. “Vivemos a era dos psicotrópicos, os sentimentos têm sido ‘calados’ com Rivotril, Prozac e afins”. O psiquiatra e psicanalista Moises Groisman falou mais sobre o assunto em entrevista para o site O Globo. Confira mais a respeito desse assunto.

A que se deve a enorme busca por remédio com tarja preta?

Esses medicamentos são usados para anestesiar o enfrentamento da realidade, a necessidade do crescimento emocional. Servem também para mascarar as emoções e evitar enfrentar as angústias familiares, profissionais e relacionais com colegas, amigos, namorados...

O que o senhor quer dizer com “medicalização das emoções”? 

É a situação em que os profissionais de saúde avaliam a criança ou adolescente individualmente, e não inserido no contexto familiar. Isso pode levar a um diagnóstico errado, e, consequentemente, a uma medicação desnecessária. No fim, ele se torna o único “doente” daquela família. Na maioria dos casos, não há necessidade de remédios.

Isso acontece em prontos-socorros, quando plantonistas dão remédios para “se livrar” do paciente?

Sim, em clínicas e emergências, através dos planos de saúde, que sofrem grande pressão dos laboratórios fabricantes desses medicamentos.

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