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26 de Dezembro de 2014

Tratamento inovador para a dor crônica chega ao Brasil

A vida de uma pessoa que sofre com a dor crônica não é fácil, além do desconforto de sentir dor de maneira constante, o indivíduo que está em tratamento pode chegar a tomar cerca de 80 comprimidos por semana. Esses medicamentos normalmente são fortes, muitas vezes grandes e não tão fáceis de engolir. Tais fatores causam muitos problemas como o esquecimento de ingestão no horário correto, ou então, a dificuldade na deglutição prejudicando assim a adesão ao tratamento e ocasionando a permanência do sofrimento do paciente.

Porém, todos esses pontos, prejudiciais no tratamento, podem mudar com a chegada de um novo medicamento feito à base de buprenorfina em um adesivo, nomeado Restiva. Se trata de um adesivo transdérmico, que o paciente cola na pele, devendo ser trocado apenas após uma semana, evitando assim os problemas citados acima. No adesivo, a buprenorfina é continuamente absorvida pela pele, atingindo a corrente sanguínea e agindo em receptores para bloquear as mensagens de dor que são enviadas para o cérebro.

“Esse é um grande avanço do ponto de vista do tratamento da dor crônica. Se pensarmos que os pacientes costumam tomar, além dos vários comprimidos diários para dor, outros medicamentos para as demais doenças, o uso do adesivo semanal será um grande diferencial. Entre os mais beneficiados estão os idosos, pela dificuldade que apresentam para engolir comprimidos muito grandes, ou então, pelo fato de esquecerem de se medicar e muitas vezes até tomarem o medicamento duas vezes, sem querer,” explica o anestesiologista e coordenador da Clínica de Dor do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre – RS, Dr. João Marcos Rizzo.

Além do benefício do tempo de troca, o novo medicamento apresenta um índice bem menor de efeitos colaterais, melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes. “Sintomas como constipação, náusea, vômito, depressão respiratória e dependência físicas são muito menores e, em alguns casos insignificantes, quando comparamos com outros tipos de tratamento para dor”, afirma o Dr. Rizzo.

Fonte: Maxpress Net voltar